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4 Maio 2020

Artesão, profissionalize-se!

Publicado por: Brother

Quanto mais você se portar como uma empresa, mais retorno e visibilidade terá com os seus artesanatos. Por isso, confira algumas ações para deixar o seu negócio mais profissional e valorizado.

Cada vez mais, o artesanato deixa de ser apenas um hobby para se tornar a principal fonte de renda da família. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o artesanato movimenta cerca de R$ 50 bilhões por ano na economia brasileira. E esse número cresce a cada dia. Contudo, o artesão precisa se profissionalizar e encarar o seu negócio como uma verdadeira empresa. Quanto mais se portar dessa forma, mais será respeitado, valorizado e, claro, conseguirá um maior retorno financeiro por meio da sua arte.

Uma das primeiras questões é formalizar o empreendimento. Para isso, o MEI (categoria de Microempreendedor Individual) é uma das melhores opções para o artesão que está iniciando. “O MEI permite que o artesão esteja apto à emissão de notas fiscais, tenha acesso a linhas de crédito diferenciadas, além de poder contribuir com a Previdência Social”, explica a contadora Girlene Sousa, Bacharel em Ciências Contábeis e fundadora e contadora responsável pela G2 Consultoria Contábil desde 2013.

O MEI ainda traz muitos outros benefícios ao artesão, tais como ter direito a requerer auxílio doença e salário maternidade, caso necessário. Além disso, as contribuições entram para o cálculo de aposentadoria por idade. Diante disso, caso você ainda não tenha sua empresa formalizada, saiba quais são os requisitos para abrir um MEI:
• ter mais de 18 anos (ou mais de 16 anos, porém legalmente emancipado);
• ser portador de CPF, RG e título de eleitor;
atenção: é importante verificar se a atividade pretendida está disponível no www.portaledoempreendedor.gov.br.

No portal acima citado, há a opção de “formalize-se”. O passo a passo para os microempreendedores é de fácil entendimento. Após fazer essa inscrição, é necessário verificar a legislação do estado e município quanto à emissão de notas fiscais e alvarás.

A artesã Louise Andrade, expert em cartonagem e que atua no mercado de artesanato há mais de 8 anos, recomenda que o artesão abra um MEI para já iniciar o seu negócio de forma correta e com a possibilidade de atender às empresas que precisam de nota fiscal. “Sendo MEI, você tem a possibilidade de comprar produtos em grande quantidade direto com fabricantes e distribuidores por um preço muito mais baixo, possibilitando o aumento do seu lucro. Pode atender às clientes que exigem nota fiscal”, orienta Louise.

Qual o valor dos impostos que terei que pagar?
Ao abrir um MEI, o valor é fixo e mensal, independentemente do faturamento. “O cálculo da contribuição é de 5% do salário mínimo (R$ 51,95), adicionando R$ 1,00 do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), em caso de indústria ou comércio, totalizando R$ 52,95”, explica a contadora Girlene Sousa, que completa: “Caso seja cadastrado como prestação de serviços, há a incidência do ISS (Imposto sobre Serviços) e o valor do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional) passa a ser de R$ 56,95. No caso de atividades mistas, em que o microempreendedor realiza a venda de produtos e também de prestação de serviços, há incidência de ICMS e ISS, e a contribuição fica em R$ 57,95”.

Conceito e metas
Mesmo que as atividades do artesão aconteçam em um cantinho de sua casa, é preciso estipular um horário de trabalho e fazer um atendimento personalizado. “Para um artesão se tornar um profissional, precisa encarar o negócio dele com seriedade! Estipular metas diárias, semanais e mensais. Para o negócio ser um sucesso, o artesão precisa ser incansável até atingir seus objetivos!”, incentiva a artesã Louise Andrade, que já possui uma carreira consolidada no segmento de artesanato.

Outro diferencial é ter uma identidade visual para sua empresa, definindo estilo, logo e até linguagem de como irá se expressar nas redes sociais para apresentar os seus produtos. Essa identidade visual deve estar estampada nas etiquetas de suas peças, nas embalagens, nos cartões de visita, nas redes sociais e em todos os canais de comunicação em que ela for apresentada.

Quando a artesã Marcella Cruz pensa em embalagem personalizada para seus produtos, por exemplo, ela seleciona um verdadeiro arsenal! “Cartão de visitas, etiqueta de cetim, ilhós, adesivos, saco plástico e, claro, a sacola personalizada já com os meus contatos para prospectar novos clientes”, revela a expert em feltro. E não só! Dentro da embalagem totalmente personalizada com a sua identidade visual, Marcella coloca um cartão de agradecimento por ter comprado com ela e, também, as instruções de uso do produto (como suas peças são de feltro, a conservação é muito importante para ter mais durabilidade). Segundo ela, esses pequenos cuidados farão com que sua empresa de artesanato tenha mais credibilidade e, consequentemente, mais alcance de vendas.

Preciso registrar minha marca?
Imagine você ter todo o trabalho de criar o conceito de sua empresa, definir um nome, elaborar a identidade visual da sua marca, ter a originalidade de criar um produto ou serviço exclusivo e, de repente, uma outra pessoa copiar a sua criação? Sim, isso pode acontecer! Pensando nisso, existe o serviço de registro de marca, que é realizado pelo INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) e evita que outras pessoas utilizem o nome que escolheu para representar a sua arte e a sua identidade visual.

“O registro de marca pode proteger o serviço que o artesão presta (sua imagem na Internet, sua identidade visual, suas apostilas e diy´s) ou seu produto em si (as peças executadas)”, explica Juliano Pasqualini, empresário e assessor de marcas e patentes desde 2014.

Vale lembrar que alguns cuidados também podem ser tomados antes de elaborar a sua identidade visual. Isso porque o INPI analisa se já possui alguma marca registrada parecida com a que pretender ter. E se tiver, o instituto poderá recusar. “A identidade visual da marca deve contemplar como texto somente o nome da empresa. Muitas pessoas confundem nome e slogan: o nome é registrável, o slogan não. Nomes simples e diretos são os melhores, eles devem ser curtos e fáceis de gravar, literalmente marcantes”, orienta Priscilla Keim, artesã e assessora em registro de marcas desde 2017.

Alguns artesãos ainda confundem registro de marca e registro de domínio de site. “O domínio do site representa o endereço da sua empresa na Internet, o famoso ‘www…’. Já o registro de marca é a proteção do nome da empresa. Quando se protege o nome da empresa, ele não poderá ser usado por terceiros no domínio do site, nas redes sociais, em produtos ou menções sem que haja a autorização expressa de seu dono”, reforça o especialista em registro de marcas Juliano Pasqualini.

É importante ressaltar que o prazo do início do processo à concessão da marca é de até 12 meses. Após a concessão, há o pagamento de uma taxa para validade de 10 anos da marca (esse prazo é o decênio). Após esse período, é necessária a renovação do registro de marca.

Serviços:
> Portal do empreendedor para abrir sua empresa
www.portaledoempreendedor.gov.br

> INPI (Instituto que realiza a proteção da sua marca)
http://www.inpi.gov.br/


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Presente no mercado brasileiro há mais de 42 anos, a Brother apresenta produtos de qualidades oferecendo soluções eficientes para você empreender e investir em seu próprio negócio!

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